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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Comunidade Parceira - AMALBA ;CPMA








Atuando em nosso município  desde 2005, a CPMA/RP- CENTRAL DE PENAS ALTERNATIVAS DE RIBEIRÃO PRETO, em comemoração aos seus  10 anos de atuação, reuniu nesta manhã as Instituições Parceiras, na busca do fortalecimento desse vínculo, proporcionando na oportunidade, condições de reflexões, orientações e  debates além da troca de experiências na construção dessa caminhada até aqui do Programa de Prestação de Serviços junto a Comunidade local.

Desse encontro agradável  podemos afirmar do  nosso orgulho em fazermos parte das instituições parceiras, e dos resultados positivos que vimos obtendo enquanto comunidade ,e  da contribuição mútua .
É sempre  positivo relembrar ou conhecer, para quem ainda  não conhece, quem é e como funciona esse programa, lembrando que nas adversidades da vida, a qualquer tempo, qualquer um de nós, poderemos estar na situação de um apenado. E que é sempre sinal de generosidade e maturidade, ter um olhar mais consciente e humano para quem cometeu um delito, seja  de que grau for!


O vice-prefeito, Paulo Pastori, acompanhado pelo secretário-adjunto estadual de Administração Penitenciária, Clayton Nunes, inaugurou a Central de Penas e Medidas Alternativas de Ribeirão Preto




Ribeirão Preto, 03 de Setembro de 2.005
Inaugurada Central de Penas e Medidas Alternativas de Ribeirão Preto
Com a presença do vice-prefeito, Paulo Pastori, foi assinado também o 1ª Termo de Cooperação Técnica entre a Administração Municipal e a Secretaria de Assuntos Penitenciários
Com o objetivo de acompanhar e fiscalizar a aplicação das penas de prestação de serviços à comunidade, foi inaugurada nesta sexta-feira, em Ribeirão Preto, uma Central de Penas e Medidas Alternativas (CPMA) – a 16ª a entrar em funcionamento no Estado de São Paulo. O local escolhido foi o prédio onde já funciona a Funape (Fundação de Amparo ao Preso) de Ribeirão Preto, no bairro Parque Ribeirão Preto.



Na solenidade de inauguração, o vice-prefeito, Paulo Pastori, na ocasião representando o prefeito Welson Gasparini, descerrou a placa com o secretário-adjunto da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado, Clayton Alfredo Nunes, o juiz de direito do Fórum de Ribeirão Preto, Luiz Augusto Freire Teotônio e o diretor do departamento de Reintegração Social da Secretaria de Administração Penitenciária, Mauro Rogério Bittencourt. A cerimônia contou também com a participação de vereadores, representantes de Secretarias Municipais e demais autoridades.
“A administração municipal está sempre a disposição da Secretaria Penitenciária e todos nós congregamos para que essas pessoas possam ter uma assistência e contribuir dessa forma para que os mesmos voltem a ter um espaço na sociedade”, destacou o vice-prefeito Paulo Pastori.
CPMA - As penas em questão se aplicam a condenados até quatro anos para crimes dolosos sem envolvimento de violência (infrações de trânsito ou porte de entorpecentes, por exemplo), no caso de não-reincidentes, e condenados por crimes culposos. O programa de penas e medidas alternativas funciona na SAP desde 1997. Nesse período, já passaram por acompanhamento 13,8 mil prestadores. Atualmente, são 3.736 casos em acompanhamento nas 15 CPMAs existentes, um aumento de 12% em relação ao mesmo período do ano passado.
Dentre as vantagens das CPMAs para os beneficiários, estão a manutenção do convívio social e familiar, a eliminação dos malefícios na vivência em ambiente prisional e o baixo custo para a sociedade.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

QUAL O IMPACTO HUMANO SOBRE A BIODIVERSIDADE?


Impacto BiodiversidadeCom a correria do dia a dia e a evolução desenfreada da tecnologia, estamos vivendo num mundo descartável, no qual para acompanhar a moda, dispensamos a cada instante roupas, sapatos e acessórios em bom estado, trocamos aparelhos eletrodomésticos que funcionam perfeitamente por modelos mais novos, enfim, dispensamos tudo que nos parece “atrasado” perante a evolução para termos o prazer de acompanhá-las.
Descartar objetos de utilidade já se tornou rotina assim como ir de carro até a padaria da esquina, jogar lixo nas estradas e nas ruas, demorar horas no banho, lavar o carro com produtos químicos e passar horas enxaguando-o, lavar toda a calçada para tirar a sujeira, manter várias luzes acesas ao mesmo tempo, encomendar produtos do outro lado do país para entrega, adquirir produtos feitos a partir de pele e couro de animais, comprar espécies animais em feiras não certificadas, adquirir matérias-primas sem certificados de procedência entre uma série de ações que tem causado sérios danos à nossa Natureza.
Como resultado dessas ações anti-ecológicas, já temos espécies animais extintas e muitas em extinção que alvos da caça predatória têm suas vidas ameaçadas.
Não só a caça predatória tem extinguido espécies animais e vegetais, mas também a degradação de seus habitats naturais que estão deixando-os sem moradia e sem alimento.
Temos ainda os desastres naturais ocorridos, ultimamente, com frequência. Graças às ações do homem, hoje já não conseguimos mais prever as secas e chuvas, e ainda temos enfrentado grandes mudanças de temperatura com frio e calor muito intensos.
Até certo tempo, acreditava-se que os Recursos Naturais eram inesgotáveis, hoje sabemos que estão se esgotando. A água potável, por exemplo, já não é abundante o suficiente para suprir os nossos luxos, é preciso utilizá-la com responsabilidade para que não fiquemos sem água num futuro próximo.
Os grandes centros urbanos e mesmo os menores, tem ares quase irrespiráveis. Tão grande a poluição do ar que quase toda sua população sofre de problemas respiratórios.
Todas as ações do homem que agridem o Meio Ambiente atingem direta e indiretamente a todos nós. Se continuarmos a agir por compulsão sem valorizá-lo, os problemas que temos enfrentado a ele relacionados irão apenas intensificar e se tornar ainda maiores, e provavelmente, em alguns anos a vida será insustentável, pois não haverá recursos naturais, a temperatura ambiente será insuportável para os seres vivos, enfim, o planeta Terra não terá mais condições de abrigar a vida humana e talvez existam aqui apenas espécies mutáveis que consigam se adaptar às péssimas condições de vida oferecidas.


terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Permacultura Principios e caminhos além da sustentabilidade

 projetada em formato curvilíneo muito usada na Permacultura, que permite se plantar mais mudas do que no formato convencional (retilíneo), 

       

A permacultura foi criada pelos ecologistas australianos Bill Mollison e David Holmgren na década de 1970, baseando-se no modo de vida integrado à natureza das comunidades aborígenes tradicionais da Austrália.1
Cquote1.svgA permacultura é uma filosofia de trabalhar com, e não contra a natureza; de observação prolongada e pensativa em vez de trabalho prolongado e impensado, e de olhar para plantas e animais em todas as suas funções, em vez de tratar qualquer área como um sistema único produto.

CEREUS tem como missão, sensibilizar as pessoas para cooperação, para o desenvolvimento de um referencial eticamente adequado para sustentabilidade do planeta, o desenvolvimento de habilidades de convivência e a trans-formação de atitudes
Os princípios da Permacultura vem da posição de Mollison de que
Cquote1.svg(...)a única decisão verdadeiramente ética é cada um tomar para si a responsabilidade de sua própria existência e da de seus filhos.
A ênfase está na aplicação criativa dos princípios básicos da natureza, integrando plantas, animais, construções e pessoas em um ambiente produtivo e com estética e harmonia.
A permacultura, além de ser um método para planear sistemas de escala humana, proporciona uma forma sistêmica de se visualizar o mundo e as correlações entre todos os seus componentes. Serve, portanto, como meta-modelo para a prática da visão sistêmica, podendo ser aplicada em todas as situações necessárias, desde como estruturar o habitat humano até como resolver questões complexas do mundo empresarial.
Permacultura é a utilização de uma forma sistêmica de pensar e conceber princípios ecológicos que podem ser usados para projetar, criar, gerir e melhorar todos os esforços realizados por indivíduos, famílias e comunidades no sentido de um futuro sustentável.
A Permacultura origina-se de uma cultura permanente do ambiente. Estabelecer em nossa rotina diária, hábitos e costumes de vida simples e ecológicos - um estilo de cultura e de vida em integração direta e equilibrada com o meio ambiente, envolvendo-se cotidianamente em atividades de auto-produção dos aspectos básicos de nossas vidas referentes a abrigo, alimentotransportesaúdebem-estareducação e energia renovável.

                                 
Permacultura tem na sua relação com a atividade agrícola uma síntese das práticas tradicionais com ideias inovadoras, unindo o conhecimento secular às descobertas da ciência moderna, proporcionando o desenvolvimento integrado da propriedade rural de forma viável e segura para o agricultor familiar. E, neste ponto, encontra paralelos com aAgricultura Natural que, sendo difundida intencionalmente pelas pesquisas do japonês Masanobu Fukuoka por todo o mundo, chegaram as mãos dos fundadores da permacultura e foram por eles desenvolvidas.

Os três pilares da Permacultura

Pode-se dizer que os três pilares da Permacultura na sua versão contemporânea são:
  • Cuidado com a Terra: Provisão para que todos os sistemas de vida continuem e se multipliquem. Este é o primeiro princípio, porque sem uma terra saudável, os seres humanos não podem exercer suas qualidades.
  • Cuidado com as Pessoas: Provisão para que as pessoas acessem os recursos necessários para sua existência.
  • Repartir os excedentes: Ecossistemas saudáveis utilizam a saída de cada elemento para nutrir os outros. Nós, os seres humanos podemos fazer o mesmo.
                            

Os princípios da Permacultura

Os 12 princípios de design da Permacultura articulados por David Holmgren em seu livro  "Permaculura Principios além da sustentabilidade"
  1. Observe e interaja: Alocando tempo para engajar-nos com a natureza, podemos desenhar soluções adequadas à nossa situação particular.
  2. Capte e armazene energia: Desenvolvendo sistemas que coletem recursos que estejam no pico de abundância, podemos utiliza-los quando houver necessidade.
  3. Obtenha rendimento: Assegure-se de que esteja obtendo recompensas verdadeiramente úteis como parte do trabalho que você está fazendo.
  4. Pratique auto-regulação e aceite retornos: Precisamos desencorajar atividades inapropriadas para garantir que os sistemas continuem funcionando bem.
  5. Utilize e valorize recursos e serviços renováveis: Faça o melhor uso da abundância da natureza para reduzir nosso comportamento consumista e nossa dependência derecursos não-renováveis.
  6. Evite o desperdício: Valorizando e fazendo uso de todos os recursos que estão disponíveis para nós, nada será desperdiçado.
  7. Projete dos padrões aos detalhes: Dando um passo atrás, podemos observar padrões na natureza e na sociedade. Estes padrões podem formar a espinha dorsal de nossos projetos, com os detalhes sendo preenchidos conforme avançamos.
  8. Integre ao invés de segregar: Colocando as coisas certas no local certo, fazemos com que as relações entre uma e outra se desenvolvam e elas passam a trabalhar juntas para ajudar uma à outra.
  9. Utilize soluções pequenas e lentas: Sistemas pequenos e lentos são mais fáceis de manter do que sistemas grandes, fazendo uso mais adequado de recursos locais e produzindo resultados mais sustentáveis.
  10. Utilize e valorize a diversidade: A diversidade reduz a vulnerabilidade à uma variedade de ameaças e tira vantagem da natureza única do ambiente na qual reside.
  11. Utilize bordas e valorize elementos marginais: A interface entre as coisas é onde os eventos mais interessantes ocorrem. É onde frequentemente estão os elementos mais valiosos, diversificados e produtivos de um sistema.
  12. Utilize e responda criativamente às mudanças: Podemos ter um impacto positivo nas mudanças inevitáveis se as observarmos com atenção e intervirmos no momento certo.